Super 8, o filme cujo enredo foi mantido em segredo até poucas semanas antes da sua estreia, é a obra cinematográfica de ficção científica com tecnologia moderna que recria (leia-se homenageia) a ficção científica dos anos 70 e 80. É também o argumento relativamente simples onde as crianças são protagonistas e que tem vários clichés pelo meio, que prende muito bem a atenção do espectador até ao fim e que acaba por ter um significado especial para o realizador e produtor, J.J. Abrams e Steven Spielberg respectivamente.

Super 8 conta basicamente a história de um grupo de miúdos que quer fazer o seu filme caseiro de zombies, utilizando a câmera Super 8. De notar que tanto Abrams como Spielberg iniciaram as suas aventuras em filmes caseiros sobre o fantástico com estas câmeras de 8mm. Podemos ver no miúdo gordinho mentor do filme de zombies, um pouco de vários realizadores reais e hoje mundialmente conhecidos. Interessante.

Voltando ao enredo e procurando não revelar praticamente nada, os miúdos aproveitam-se dos acontecimentos do mundo real para acrescentarem as melhores cenas ao filme e, assim, decidem ir a uma estação de comboios a meio da noite para filmar uma cena com o comboio a romper pela noite a alta velocidade atrás dos personagens. A filmagem é, no entanto, interrompida por um acidente bizarro com uma carrinha a colocar-se nos carris e avançar em direcção ao comboio, provocando uma violenta (e fantástica, e exagerada, e altamente ficcional) colisão, que apesar de todos os excessos, está excelente. Quem reclama com excessos num filme de ficção científica?

Daí em diante misteriosas coisas começam a acontecer. É aqui que são introduzidos no filme vários elementos que não são propriamente originais nem inovadores, mas essenciais à condução que o realizador pretendia para o filme. O monstro à solta de tamanho anormal e capacidades sobre-humanas não é novo, mas nunca desilude. O exército rude e acéfalo que cobre uma alta conspiração militar não é propriamente descabido. As crianças serem mais espertas, aventureiras e perspicazes que os adultos que as rodeiam é também um cliché. Mas funciona.
(O miúdo com uma paixão louca por explosivos e mandar coisas pelo ar também não é uma invenção deste filme, mas que o miúdo assusta qualquer pessoa que preze ver pedra sobre pedra, lá isso assusta! Uff…)

Um dos principais factores que prendem a atenção do público são os detalhes pouco revelados. Até pouco mais de meio do filme, o enredo pode tomar qualquer direcção e resta imaginar qual. A criatura aparece durante quase todo o filme, mas no meio de cenas de acção, violência e cortes rápidos, ninguém se consegue aperceber da real forma da mesma até perto do final. E isso além de interessante, estimula a imaginação e curiosidade.
Não posso deixar de referir a interpretação dos miúdos. Muito bom, particularmente Joel Courtney, que interpreta o personagem principal Joe e Elle Fanning, a corajosa Alice.
Ah! Não se vão embora quando começarem os créditos finais do filme. Ainda há uma boa surpresa reservada…







Super 8 – Critica http://bit.ly/o2V4kO
Gostei da Critica e do filme.
“Ah! Não se vão embora quando começarem os créditos finais do filme. Ainda há uma boa surpresa reservada…”
Ai avisam agora? lol. Por acaso fui logo embora.. haverá por ai no youtube essa tal surpresa?